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| Dia 9 (Slideshow) - 02/02/2009 |
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Actualização dos resultados e notícias diversas
Os resultados da competição actualizados, podem ser consultados nos links que se seguem.
Resultados oficiais da Prova após 6 Mangas (Link)
Resultados oficiais da Prova feminina após 6 mangas (Link)
Resultados oficiais da Manga 6 (Link)
Resultados oficiais após 6ª manga - Nações
Resultados - Relatos diários - Reportagens fotográficas - Entrevistas - Filmes
Podem ser encontrados nestes links.

Mais relatos ...
The Theatre of Life. (Blog do Mark Haiman)
Domingo 1 (Blog do Mario Arqué)
Et aprés...(Blog da Equipa ABAC)
Galeria de Fotos de Stefan Mast (Juri FAI)
Maxime Bellemin Blog (Lista completa de Feeds)
México 09: Los Equipos Latinos (Ojo Volador)
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Campeonato do Mundo de Parapente 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Dia 8 - Prova do dia cancelada
Hoje tudo pronto para voar.
Após a revitalização do dia anterior a equipa está forte e confiante.
Reunião de Team Leaders às 8:15, como habitual e tudo pronto para lançar a 7ª manga do Campeonato. Contudo, a meio da reunião, sentiu-se alguma agitação e o Team Leader da Dinamarca propõe que não se voe hoje em memória de Stefan Schmoker, já que o dia de
ontem tinha sido um dia oficial de descanso e não um dia de reflexão oficial. Outras propostas surgiram, a organização também fez a sua e, acabaram por decidir colocar cada uma delas a votação.
Estas situações são algo difíceis para todos e, desta forma a organização acaba por lançar aos Team Leaders a decisão que deveria ser sua. Acabada a votação, a decisão foi a anulação do dia de competição e que, em sua substituição, se faria um voo desde a descolagem de El Peñon até à aterragem de Valle de Bravo. Os pilotos transportariam consigo algumas flores que largariam no ar sobre a aterragem e/ou localidade.
Sabemos que em situações delicadas, as pessoas têm comportamentos distintos e que, cada um acaba por trabalhar o assunto à sua maneira, tendo por isso, no final, actuações completamente distintas.
Na Equipa de Portugal o problema foi tratado no 1º minuto de oportunidade, agarrado, trabalhado e resolvido em Equipa. Não se julgue que foi fácil para alguém, mas há coisas que fazem parte do nosso trabalho.
Essa forma permitiu, sem dúvida, um enorme fortalecimento e uma coesão que nos colocou prontos para voar 24horas depois do impacto.
Não quer dizer que tenhamos passado a ser “duros” de um momento para o outro, quer dizer que sabemos perfeitamente o que estamos aqui a fazer. Temos consciência de que escolhemos viver intensamente e que existe risco naquilo que fazemos.
Temos a certeza de que esta consciência nos torna mais aptos a resolver situações difíceis de voo e a evitar muitas das consequências nefastas de alguma opções.
Estamos certos de que só a consciência plena dos riscos que assumimos e a certeza de querermos viver desta forma, nos faz saber o que fazemos a cada momento e que tudo o resto já não depende de nós. Essa forma de estar traz-nos a tranquilidade de aceitar os momentos e os caminhos que cada um de nós tem de percorrer.
A confusão em que os sentimentos por vezes nos obscurecem acabam sempre por nos levar a tomar decisões confusas e nem sempre as melhores para nós ou para os outros. Penso que compete aos Team Leaders assumir a gestão nestas situações de forma a que o impacto seja minimizado aos pilotos. Assim, considero que a competição deveria ter seguido no dia de hoje conforme planeado, ainda para mais depois do dia de ontem não ter havido prova.
Considero que as equipas que fizeram o trabalho profundo que nós fizemos estavam igualmente prontas e que, aqueles que se afogaram em coisas supérfluas, aditivos ou depressão não. Fizemos o nosso luto e a vida avança para quem cá continua.
Dois dias após o acidente, voltar a abrir uma ferida que está em cicatrização acaba por ser demasiado violento para todos. Daí que, a descolagem tenha voltado a ser invadida por emoção.
Essa situação não é a mais adequada em defesa da “sanidade mental” de todos os intervenientes numa competição de tão alto nível. Deverá ser da responsabilidade das equipas técnicas sanar qualquer tipo de impacto negativo no objectivo da protecção de cada um dos seus pilotos e na sua habilitação para fazerem aquilo que de melhor sabem: voar!
Sei que a organização comungava também desta posição, mas o resultado do dia acabou por não ser esse. É lamentável obrigarem-se os pilotos a esta situação e a voltar a este assunto tão
rapidamente. Apesar disso, o nosso trabalho voltou a ser feito e a nossa equipa está em forma para começar amanhã com toda a força que se impõe a uma equipa de competição de alto nível.
Amanhã, com o apoio de todos vós, lá estaremos a chegar ao Goal numa boa posição.

Paulo Branco
Após a revitalização do dia anterior a equipa está forte e confiante.
Reunião de Team Leaders às 8:15, como habitual e tudo pronto para lançar a 7ª manga do Campeonato. Contudo, a meio da reunião, sentiu-se alguma agitação e o Team Leader da Dinamarca propõe que não se voe hoje em memória de Stefan Schmoker, já que o dia de
ontem tinha sido um dia oficial de descanso e não um dia de reflexão oficial. Outras propostas surgiram, a organização também fez a sua e, acabaram por decidir colocar cada uma delas a votação.Estas situações são algo difíceis para todos e, desta forma a organização acaba por lançar aos Team Leaders a decisão que deveria ser sua. Acabada a votação, a decisão foi a anulação do dia de competição e que, em sua substituição, se faria um voo desde a descolagem de El Peñon até à aterragem de Valle de Bravo. Os pilotos transportariam consigo algumas flores que largariam no ar sobre a aterragem e/ou localidade.
Sabemos que em situações delicadas, as pessoas têm comportamentos distintos e que, cada um acaba por trabalhar o assunto à sua maneira, tendo por isso, no final, actuações completamente distintas.
Na Equipa de Portugal o problema foi tratado no 1º minuto de oportunidade, agarrado, trabalhado e resolvido em Equipa. Não se julgue que foi fácil para alguém, mas há coisas que fazem parte do nosso trabalho.Essa forma permitiu, sem dúvida, um enorme fortalecimento e uma coesão que nos colocou prontos para voar 24horas depois do impacto.
Não quer dizer que tenhamos passado a ser “duros” de um momento para o outro, quer dizer que sabemos perfeitamente o que estamos aqui a fazer. Temos consciência de que escolhemos viver intensamente e que existe risco naquilo que fazemos.
Temos a certeza de que esta consciência nos torna mais aptos a resolver situações difíceis de voo e a evitar muitas das consequências nefastas de alguma opções.
Estamos certos de que só a consciência plena dos riscos que assumimos e a certeza de querermos viver desta forma, nos faz saber o que fazemos a cada momento e que tudo o resto já não depende de nós. Essa forma de estar traz-nos a tranquilidade de aceitar os momentos e os caminhos que cada um de nós tem de percorrer.
A confusão em que os sentimentos por vezes nos obscurecem acabam sempre por nos levar a tomar decisões confusas e nem sempre as melhores para nós ou para os outros. Penso que compete aos Team Leaders assumir a gestão nestas situações de forma a que o impacto seja minimizado aos pilotos. Assim, considero que a competição deveria ter seguido no dia de hoje conforme planeado, ainda para mais depois do dia de ontem não ter havido prova.Considero que as equipas que fizeram o trabalho profundo que nós fizemos estavam igualmente prontas e que, aqueles que se afogaram em coisas supérfluas, aditivos ou depressão não. Fizemos o nosso luto e a vida avança para quem cá continua.

Dois dias após o acidente, voltar a abrir uma ferida que está em cicatrização acaba por ser demasiado violento para todos. Daí que, a descolagem tenha voltado a ser invadida por emoção.
Essa situação não é a mais adequada em defesa da “sanidade mental” de todos os intervenientes numa competição de tão alto nível. Deverá ser da responsabilidade das equipas técnicas sanar qualquer tipo de impacto negativo no objectivo da protecção de cada um dos seus pilotos e na sua habilitação para fazerem aquilo que de melhor sabem: voar!
Sei que a organização comungava também desta posição, mas o resultado do dia acabou por não ser esse. É lamentável obrigarem-se os pilotos a esta situação e a voltar a este assunto tão
rapidamente. Apesar disso, o nosso trabalho voltou a ser feito e a nossa equipa está em forma para começar amanhã com toda a força que se impõe a uma equipa de competição de alto nível.Amanhã, com o apoio de todos vós, lá estaremos a chegar ao Goal numa boa posição.

Paulo Branco
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Manga 2
Cláudio Virgílio - 5º Classificado
Américo Sousa – 34º Classificado
Nuno Virigílio - 87º Classificado
Resultados oficiais da Manga 2 (Link)
Cláudio Virgílio - 24º Classificado
Américo Sousa – 43º Classificado
Nuno Virigílio - 104º Classificado
Resultados oficiais após 2ª manga - Nações
Eslovénia 2º
República Checa 3º
...
Portugal -11º Classificado

Link para o voo do Nuno Virgiíio (26 de Janeiro de 2009)
Link para o Voo do Cáudio Virgílio (26 de Janeiro de 2009)
Resultados - Relatos diários - Reportagens fotográficas - Entrevistas - Filmes
Podem ser encontrados nestes links.

Mais relatos ...
Link para o Voo do Cáudio Virgílio (26 de Janeiro de 2009)
Podem ser encontrados nestes links.

2 day ... probably become routine (Blog do Mads Syndergaard)
One In The Back Of The Net (Blog do Mark Haiman)
Chances lost and found (Blog da Equipa da Austrália)
World Champs Day 2 Task 2 (Blog da Equipa da África do Sul)
Prendre le rythme (Blog da Equipa ABAC)
A hill to far (Blog do Robert Aarts)
Almost goal (Blog da Equipa do Canadá)
Words task 2 (Blog da Kaudia Bulgakow)
26 de Enero - Segunda Manga (Blog da Equipa da Argentina)
Paul and Phil made goal (Blog da Equipa da Belgica)
News of the Day Montag, den 26.01.2009 (Equipa Alemã)
MANCHE DU 260109 (Equipa Francesa)
Heute Montag 2. Durchgang: 92km.(Equipa Suiça) e Galeria de Imagens
Galeria de Fotos de Stefan Mast (Juri FAI)
Maxime Bellemin Blog (Lista completa de Feeds)
México 09: Los Equipos Latinos (Ojo Volador)
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Manga 2
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Manga 2
Para este 2º dia de prova foi desenhada uma manga de 92km. A 1ª baliza foi no plano em frente à montanha, todos os pilotos chegaram lá com facilidade já que vínhamos da nuvem que estava a cerca de 7 ou 8 kms. Subimos na baliza e dirigimo-nos à 2ª baliza subindo de nuvem em nuvem. O Américo teve um ponto baixo antes desta 2ª baliza, mas conseguiu resolvê-lo da
melhor forma. Picada a baliza havia que regressar à zona da descolagem. Alguns pilotos decidiram vir directos, mas acabaram por ficar muito baixos em zona de árvores sem aterragem. Facilmente o resto do grupo optou por tomar decisão diferente. Fizemos as mesmas nuvens que tínhamos feito na ida até encontrarmos uma que se alongava pelo plano e dirigia à zona do G-Spot \ Espina. Eu estava bem posicionado aqui e o mais alto que podia (tive que fazer orelhas-à-moda-da-icepeak3 para não entrar na nuvem). Ao chegarmos à Espina entrámos no sotavento da térmica e da crista. O Nuno esteve baixo aqui e diz que estava ligeiramente pónei-selvagem-em-fase-de-acasalamento-preso-num-estábulo…eu que estava bem mais alto, confirmo! Atravessámos o vale para os 3 Reis. Aqui segui praticamente sem enrolar pela crista fora até quase à baliza. Já estava a ficar bem
baixo até encontrar um outro pónei-selvagem a sair do meio das árvores e a levar-me perto da nuvem. O Nuno e o Américo estavam logo na minha cola. Faltavam duas térmicas para o golo. Volto a subir nos 3 Reis e era preciso agora atacar o planalto e depois o vale em direcção ao golo. A rota que escolhi, juntamente com mais uns 10 pilotos não foi a mais acertada, mas sem ninguém à nossa frente era preciso tomar uma decisão… Acabámos um pouco baixos e com térmica fraca a atrasar-nos bastante. O Brad Gunuscio (team USA), Raul Penso (team Venezuela) e os irmãos Valic (team Eslovénia) seguiram ligeiramente à nossa direita e tiveram melhor sorte. Acabei por largar a
ultima térmica a cerca de 8km, a precisar dum glide de 9 e com uns cabos de alta tensão antes do golo…Ou seja, fui sem tocar no acelerador, a procurar a melhor linha para conseguir chegar ao golo. Pelas nossas contas devo ter chegado nos 20 primeiros com o Américo cerca de 6 minutos atrás de mim. O Nuno tal como muitos pilotos acabou por ficar curto e aterrar a 6km da linha. Chegaram à volta de 75 pilotos ao golo. Muitos ficaram nos últimos kms, muitos nos últimos metros.Foi uma manga bastante cansativa e talvez grande de mais para o dia, já que nos últimos kms com térmica bastante fraca
, foi a sobrevivência total.Alguns dos pilotos que ontem chegaram na frente, hoje chegaram tarde ou não chegaram, e aguardamos por isso, ansiosamente, os resultados por equipas.
Amanhã é capaz de se voar! Eheheh
ClOudyo
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